quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Escrevo...

Escrevo desconfiado de mim mesmo
e se o que escrevo faz sentido.
Escrevo como quem chora,
como quem sorri,como quem sente e sente intensamente...
Como quem nunca viu o amor, de certa maneira...
Escrevo como quem vê além do que se vê;
descreve o que quer…
Escrevo, desta vez, escorregando
as palavras para longe das ilusões,
escrevo como se tivesse sido culpa minha.
Por tanto e por tão pouco
Por já ter sentido tanto e ainda assim, não sentir.
Escrevo como quem destrói e suspira o tempo,
como se ela não existisse,
como se estivesse a partir e
como se nunca tivesse chegado a lugar nenhum,
mesmo estando em todos os lugares.
Escrevo como quem não sabe falar,
e como quem não sabe sonhar mais,esperar ou reagir…
Escrevo como quem não ama,
como quem ama,
como um professor e aprendiz.
Escrevo como se já tivesse vivido,
mas como se nunca tivesse nascido.
Escrevo como um imortal cansado,
da sublime presença da imortalidade, em si…
Escrevo como o presente,
como um passado bonito,
outro passado pavoroso e um futuro sorriso [será?],
como quem faz a passagem para o infinito.
Escrevo como quem pressente e uneversos,
rimas triviais,escrevo como quem não quer nada,
e como quem quer uma alma;
Só, entrelaçada...

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